A descoberta do Brasil, em 22 de abril de
1500, pela esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral, com destino às
Índias, integra o ciclo da expansão marítima portuguesa. Inicialmente
denominada Terra de Vera Cruz, depois Santa Cruz e, finalmente, Brasil,
a nova terra foi explorada a princípio em função da extração do
pau-brasil, madeira de cor vermelha usada em tinturaria na Europa, e
que deu o nome à terra.
Várias expedições exploradoras (Gonçalo
Coelho, Gaspar de Lemos) e guarda-costas (Cristóvão Jacques) foram
enviadas pelo rei de Portugal, a fim de explorar o litoral e combater
piratas e corsários, principalmente franceses, para garantir a posse da
terra. O sistema de feitorias, já utilizado no comércio com a África e
a Ásia, foi empregado tanto para a defesa como para realizar o escambo
(troca) do pau-brasil com os indígenas. A exploração do pau-brasil,
monopólio da Coroa portuguesa, foi concedida ao cristão-novo Fernão de
Noronha.
Expansão geográfica
Durante o século 16, foram organizadas
algumas entradas, expedições armadas ao interior, de caráter geralmente
oficial, em busca de metais preciosos. No século seguinte, expedições
particulares, conhecidas como bandeiras, partiram especialmente de São
Paulo, com três objetivos: a busca de índios para escravizar; a
localização de agrupamentos de negros fugidos (quilombos), para
destruí-los; e a procura de metais preciosos. As bandeiras de caça ao
índio (Antônio Raposo Tavares, Sebastião e Manuel Preto) atingiram as
margens do rio Paraguai, onde arrasaram as “reduções” (missões)
jesuíticas. Em 1695, depois de quase um século de resistência, foi
destruído Palmares, o mais célebre quilombo do Brasil, por tropas
comandadas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
Revoltas coloniais
Desde a segunda metade do século 17, explodiram na colônia várias
revoltas, geralmente provocadas por interesses econômicos contrariados.
Em 1684, a revolta dos Beckman, no Maranhão, voltou-se contra o
monopólio exercido pela Companhia de Comércio do Estado do Maranhão. Já
no século 18, a guerra dos emboabas envolveu paulistas e “forasteiros”
na zona das minas; a guerra dos mascates opôs os comerciantes de
Recife aos aristocráticos senhores de engenho de Olinda; e a revolta de
Vila Rica, liderada por Filipe dos Santos, em 1720, combateu a
instituição das casas de fundição e a cobrança de novos impostos sobre a
mineração do ouro.
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